Uberlândia e Patos de Minas concentram quase um quarto das denúncias de assédio eleitoral em MG
06/10/2026
(Foto: Reprodução) Fachada Tribunal Regional do Trabalho Minas Gerais TRT MG 3ª Região
TRT-MG/Divulgação
Uberlândia e Patos de Minas concentraram quase um quarto das denúncias de assédio eleitoral registradas em Minas Gerais durante o primeiro turno das Eleições 2026. Segundo levantamento do Ministério Público do Trabalho (MPT), até domingo (4), o estado contabilizou 110 denúncias, das quais 27 foram registradas nas duas cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o equivalente a 24,5% do total.
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🔎 O assédio eleitoral ocorre quando a relação de trabalho é utilizada para pressionar, constranger ou influenciar a escolha política de trabalhadores. A prática viola a liberdade de voto e de consciência, direitos garantidos pela Constituição Federal.
De acordo com o órgão, a unidade do MPT em Uberlândia recebeu 20 denúncias, número inferior apenas ao registrado em Belo Horizonte, que contabilizou 50 casos. Já em Patos de Minas foram registradas sete denúncias.
Em todo o país, o MPT recebeu 991 denúncias relacionadas ao tema até o primeiro turno. São Paulo lidera o ranking nacional, com 158 registros, seguido por Minas Gerais, com 110, e Rio de Janeiro, com 93.
Entre as situações que podem configurar assédio eleitoral estão:
ameaçar demitir trabalhadores que não votarem em determinado candidato;
prometer aumento salarial, benefícios ou qualquer tipo de vantagem em troca de voto;
exigir participação em campanhas eleitorais;
distribuir material de campanha e pressionar empregados a utilizá-lo;
cobrar o voto ou tentar descobrir em quem o trabalhador pretende votar;
constranger funcionários durante reuniões;
retaliar empregados que manifestem preferência política diferente da do empregador;
impor o uso de símbolos, roupas ou materiais de campanha.
Agora no g1
Caso em Bom Despacho
Entre as medidas adotadas pelo MPT-MG no primeiro turno está uma ação civil pública contra uma indústria de calçados de Bom Despacho, no Centro-Oeste. A investigação teve início após uma denúncia sobre a realização de um ato de campanha eleitoral dentro da empresa, com a participação de candidatos e de uma autoridade política do município.
O caso chegou ao órgão no fim de setembro e o MPT acionou a Justiça do Trabalho para evitar novos episódios e garantir a liberdade de voto dos funcionários.
Denúncias continuam no segundo turno
O MPT informou que continuará recebendo e investigando denúncias de assédio eleitoral durante o período que antecede o segundo turno das eleições. As denúncias podem ser feitas por meios eletrônicos pelo portal oficial do Ministério Público do Trabalho.
É recomendado apresentar o maior número possível de informações, como nome da empresa, pessoas envolvidas, local, data e descrição dos fatos. Também podem ser anexados documentos, mensagens, e-mails, fotos, vídeos e outros materiais que auxiliem na apuração.
*Estagiária sob supervisão de Eloisa Oliveira.
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