Servidor com histórico de agressividade é afastado do Dmae após dar soco em colega no trabalho
12/08/2026
(Foto: Reprodução) Servidor é demitido do DMAE de Uberlândia após processo administrativo
Um servidor do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) de Uberlândia foi demitido após um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) concluir que ele agrediu um colega com um soco no rosto durante o expediente, além de cometer atos de insubordinação e utilizar uma viatura da autarquia para tratar de assuntos pessoais. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município na terça-feira (11).
Segundo o processo, ele já tinha registros anteriores de comportamento agressivo e de resistência ao cumprimento de tarefas determinadas pela chefia. Apesar da decisão pela demissão, o desligamento não ocorre imediatamente.
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Segundo apurado no PAD, a agressão ocorreu durante o trabalho, em data não divulgada. O servidor deu um soco no rosto de um colega. O relato da vítima foi confirmado pelo depoimento de uma testemunha ouvida durante o processo e a comissão responsável pelo PAD concluiu que não houve legítima defesa.
Além da agressão, o servidor foi acusado de se recusar a cumprir uma ordem de serviço considerada urgente. Segundo a investigação, ele deveria atender uma ocorrência relacionada a um vazamento de água, mas deixou de realizar o serviço para tratar de interesses particulares.
O nome completo do servidor não foi divulgado na decisão publicada pela Prefeitura. Por isso, o g1 não conseguiu localizar ou entrar em contato com a defesa dele para que se manifestasse sobre as acusações e a penalidade aplicada.
Uso de viatura para assunto particular
Outro episódio analisado no processo envolveu o uso de uma viatura do Dmae durante o expediente. De acordo com a decisão, o servidor pediu para que o veículo o buscasse em uma unidade da Unimed após a realização de outros serviços.
A conduta foi considerada uma violação ao dever de moralidade administrativa. Apesar disso, o episódio foi considerado isolado e não recebeu uma penalidade específica, sendo levado em conta no conjunto das infrações atribuídas ao servidor.
A comissão analisou depoimentos, documentos e demais provas e concluiu que as irregularidades haviam sido comprovadas. O servidor teve direito à defesa e à apresentação de provas durante o processo.
Na decisão final, o diretor-geral do Dmae, Rodrigo Sávio Couto de Lacerda, manteve o entendimento de que as infrações foram comprovadas e aplicou a penalidade de demissão.
Segundo a decisão, a agressão física e a insubordinação justificaram a punição mais grave. Também foram considerados os antecedentes funcionais do servidor e os prejuízos que as condutas poderiam causar à prestação dos serviços públicos.
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Daniela Nogueira/g1
Servidor continua a receber salário
Apesar da decisão pela demissão, o desligamento do servidor não ocorre imediatamente. Conforme a publicação, o servidor poderá permanecer afastado cautelarmente até o trânsito em julgado do processo administrativo. Durante o período, ele continuará recebendo a remuneração.
Após o trânsito em julgado, será publicada a portaria de demissão e a penalidade será registrada na ficha funcional do servidor.
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