Modelo brasileiro é encontrado morto em apartamento na França, diz família
05/11/2026
(Foto: Reprodução) Rafael Pereira Modesto foi encontrado morto no sábado (31)
Reprodução/Redes Sociais
O modelo e estilista Rafael Pereira Modesto, de 39 anos, natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi encontrado morto no sábado (31), no apartamento onde morava, em Paris, na França. Ele não fazia contato com a família desde 23 de outubro.
Os familiares tentam arrecadar dinheiro para custear o traslado do corpo ao Brasil.
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Segundo a madrasta de Rafael, Juliana Costa, o último contato com o modelo foi no dia 23 de outubro. Ele costumava conversar diariamente com a mãe, a irmã e a avó ou, no máximo, a cada dois dias.
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Após uma semana sem notícias de Rafael, a família ficou preocupada e pediu ajuda a uma amiga que também mora na França.
A amiga foi até o apartamento de Rafael para verificar se estava tudo bem, mas não conseguiu contato com ele. Diante da falta de resposta, os bombeiros e a polícia francesa foram acionados. As equipes arrombaram a porta e encontraram o corpo dentro do imóvel.
A família não havia recebido informações oficiais sobre a causa da morte ou se o corpo apresentava marcas de violência até a última atualização desta reportagem.
"Foi desesperador. A gente ficou sem saber, mandando mensagens, tentando contato com alguém lá que pudesse falar alguma coisa dele e saber onde ele morava. Foi tudo muito difícil", disse Juliana.
Família busca traslado do corpo
Rafael atuava como modelo e estilista
Reprodução/Redes Sociais
Segundo a madrasta, os procedimentos necessários para a documentação e o traslado do corpo ao Brasil devem custar cerca de R$ 50 mil.
A família já arrecadou cerca de R$ 9 mil em doações via Pix, mas ainda precisa de ajuda para atingir a meta de R$ 50 mil. Segundo a madrasta, uma cunhada de Rafael ficou responsável por entrar em contato com o consulado brasileiro e buscar orientações sobre os procedimentos.
"Nosso objetivo nesse momento é conseguir trazer o corpo dele de volta. A gente queria muito que tivesse um auxílio do governo, nem falo financeiro, mas que fosse lá e ajudasse a resolver, porque é um custo muito alto", afirmou Juliana.
A família espera que o corpo de Rafael seja velado e sepultado em Uberlândia, cidade onde ele nasceu e onde vivem seus parentes.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) afirmou que, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Paris, tem conhecimento do caso e está em contato com a família, a quem tem sido prestada a assistência consular devida.
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Rafael morava na Europa desde jovem
Rafael deixou o Brasil aos 18 anos. Ao longo dos anos, morou em diferentes países da Europa até se estabelecer em Paris.
Segundo a madrasta, Rafael trabalhava como modelo e estilista, gostava de moda e sonhava em conhecer o mundo. Ela o descreveu como uma pessoa alegre e muito ligada à família.
Juliana conhecia Rafael havia cerca de 25 anos e acompanhou parte da infância e da adolescência do enteado.
Mesmo morando longe, Rafael mantinha contato frequente com os familiares no Brasil e demonstrava preocupação com a saúde deles.
Família não sabe a causa da morte de modelo
Reprodução/Redes Sociais
Como funciona o registro de óbito de um brasileiro no exterior?
1. O óbito é registrado na embaixada ou consulado brasileiro
O registro deve ser feito na representação brasileira responsável pelo país onde ocorreu a morte.
A declaração deve ser feita, de preferência, por um familiar, como cônjuge, filho, irmão, mãe ou pai.
Em alguns casos, um representante autorizado, como uma funerária, também pode realizar o procedimento.
2. É preciso apresentar documentos
Entre os principais documentos exigidos estão:
formulário de registro de óbito preenchido;
certidão de óbito emitida pelas autoridades locais;
documento de identidade brasileiro do falecido;
documento de identidade do familiar ou representante que fizer a declaração.
3. O registro é gratuito
A emissão da certidão consular de óbito não tem custo.
4. O documento precisa ser validado no Brasil
Depois de ser emitida pela embaixada ou pelo consulado, a certidão deve ser transcrita em um cartório de registro civil no Brasil para ter validade legal.
Como funciona o translado do corpo para o Brasil?
Além do registro de óbito, também é necessário emitir e legalizar outros documentos, entre eles:
autorização para o transporte internacional do corpo;
certidão de óbito original;
certificado de embalsamamento;
atestado sanitário comprovando que a morte não foi causada por doença contagiosa.
Em casos de doenças infectocontagiosas, o corpo deve ser transportado em uma urna metálica hermeticamente fechada.
🔎Os órgãos onde as certidões, certificados e atestados são emitidos variam conforme o país.
Quem paga pelo translado?
Segundo o Itamaraty, o governo brasileiro não custeia despesas como:
embalsamamento;
cremação;
translado do corpo ou das cinzas para o Brasil;
sepultamento no exterior.
Em regra, esses custos são de responsabilidade da família ou de pessoas e instituições que decidam prestar apoio financeiro.
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