Chefe de organização que trazia drogas 'premium' do exterior para MG é preso ao visitar familiar em Uberlândia
28/09/2026
(Foto: Reprodução) FICCO prende chefe de organização criminosa em Uberlândia
FICCO MG/Divulgação
Um homem de 35 anos, apontado como um dos chefes da organização criminosa investigada na Operação Fake Rice, foi preso em Uberlândia, no domingo (27). A ação foi comandada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG) de Uberaba.
De acordo com a FICCO, o investigado é natural de Uberlândia e foi encontrado no Bairro Nova Uberlândia depois que a equipe de inteligência identificou que ele iria visitar um familiar no endereço.
Considerado foragido desde a deflagração da operação, em maio deste ano, ele foi preso e deve responder por tráfico, associação ao tráfico, posse ilegal de arma de fogo, receptação e furto.
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Durante a ação policial, foram apreendidas drogas, uma máquina a vácuo e mais de R$ 100 mil em tênis de luxo.
A organização criminosa é investigada por atuar no tráfico internacional de drogas no Triângulo Mineiro. Segundo a FICCO, o grupo trazia drogas consideradas “premium”, como skunk e gold, do Paraguai e da Colômbia para Minas Gerais.
Preso chefe da organização criminosa investigada na Operação Fake Rice
Ficco MG/Divulgação
Em maio, foram cumpridos 76 mandados judiciais, sendo 37 de prisão temporária e 39 de busca e apreensão, além do sequestro patrimonial de bens até o limite de R$ 120 milhões. A operação alcançou nove cidades nos estados de Minas Gerais, Amazonas, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro.
Atuação era concentrada em Uberlândia e Uberaba
De acordo com a investigação, a organização atuava principalmente em Uberlândia e Uberaba e possuía uma estrutura consolidada havia pelo menos oito anos.
Preso chefe da organização criminosa investigada na Operação Fake Rice
Ficco MG/Divulgação
Segundo a PF, o grupo era responsável por toda a cadeia do tráfico, desde a importação e o transporte até o armazenamento e a distribuição das drogas, com foco em substâncias de alto valor no mercado ilegal.
As investigações apontam que o grupo teria ligação com pelo menos nove grandes apreensões, que somam cerca de 27 toneladas de maconha.
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Entre os casos está a apreensão de mais de 4,6 toneladas de maconha e armas de fogo em Uberlândia, em 2022.
Outro caso ocorreu em maio de 2024, quando foi descoberta uma plantação com cerca de 2 mil pés de maconha em Araguari.
Parte dos pés de maconha apreendidos em Araguari
Polícia Militar/Divulgação
Em junho de 2025, uma ação policial na zona rural de Coromandel identificou outro grande plantio da droga. Os suspeitos conseguiram fugir, mas foram identificados.
Ainda segundo a investigação, 839 barras de maconha, equivalentes a cerca de 1 tonelada, foram apreendidas dentro de um veículo durante uma das ações.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG), coordenada pela Polícia Federal (PF), é composta pelas Polícias Militar de Minas Gerais (PMMG), Civil de Minas Gerais (PCMG), Penal de Minas Gerais (PPMG) e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Operação Fake Rice combate tráfico internacional de drogas
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