Adolescente forçada pela mãe a se prostituir era dopada para não resistir aos abusos em MG
13/02/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil passou a investigar o caso após carta enviada pela vítima à amiga
Polícia Civil/Divulgação
A mãe da adolescente de 12 anos forçada a se prostituir por pagamentos de até R$ 2 mil, em Indianópolis, no Triângulo Mineiro, não apenas facilitava os encontros da filha com um empresário, como também a dopava com o medicamento Clonazepam para que ela não resistisse aos abusos. A informação consta no inquérito da Polícia Civil divulgado na quarta-feira (11).
Além disso, segundo a Polícia Civil, a mãe usava de métodos como:
Exploração física: Eram utilizadas pomadas anestésicas para diminuir as dores causadas pelos abusos;
Tortura e ameaças: A criança era agredida com fios e sofria ameaças de morte para não revelar o esquema.
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No dia 25 de janeiro, a mulher foi presa por corrupção de menores e abuso sexual e indiciada por favorecimento à prostituição de vulnerável. Além disso, o empresário flagrado abusando da adolescente também foi preso e indiciado por estupro de vulnerável praticado de forma reiterada.
O delegado Eduardo Trepiche confirmou o indiciamento dos dois envolvidos. A mulher está no Presídio Professor João Pimenta da Veiga, em Uberlândia, e o homem no Presídio de Araguari, ambos no Triângulo Mineiro.
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Menina pediu socorro em carta
Uma carta enviada à uma amiga deu fim aos abusos sofridos pela menina obrigada a se prostituir pela própria mãe. De acordo com a Polícia Civil, ao longo do texto, a menina pediu socorro e foi o que deu início à investigação.
“Na carta ela pedia por socorro, pois a mãe a obrigava a manter relação sexual com um homem mais velho. Ela contou também que chegou a ter sangramento e sentir muitas dores e, por isso, a mãe comprou uma pomada a base de anestésico para que ela voltasse a ter relações com o homem”, disse o delegado.
🔍 A Polícia Civil esclareceu que se condenados, a mãe poderá pegar 16 anos de prisão pelo crime de corrupção de menores e exploração sexual, e o homem pode ter uma pena de até 18 anos por estupro de vulnerável.
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Após saber que a adolescente era abusada sexualmente por meio da carta, a amiga contou à mãe o que a vítima passava e ela acionou o Conselho Tutelar.
Segundo o Conselho, a denúncia dizia que a adolescente era forçada a ir a um imóvel na zona rural, onde era abusada sexualmente. A partir da denúncia, a Polícia Militar (PM) iniciou uma operação para ir até o local onde os abusos aconteciam.
Ao chegaram na chácara localizada na região do ‘Beira Lago’, o empresário foi encontrado nu em um quarto com a menina. Segundo a PM, a adolescente estava em estado de choque e, enquanto ela era abusada, a mãe aproveitava a piscina da chácara.
A vítima foi levada para o Conselho Tutelar e depois encaminhada para a casa do pai que, segundo a Polícia Civil, não sabia do crime.
O g1 questionou a PM se a vítima vivia com o pai e a mãe e, de acordo com os militares, os documentos da mãe indicam que ela é casada, contudo, não foi informado se é com o pai da menina.
À reportagem, o Conselho Tutelar informou que não pode passar informações sobre o ocorrido para preservar a criança, porém, garantiu que todas as medidas de proteção necessárias foram tomadas.
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